Nasci na época do vinil, aquele disco preto, que quanto colocado ao sol e modelado com as mãos me fazia ganhar boas notas na aula de educação artística.
Ouvia a Xuxa e sua turma toda vez que o colocava numa vitrola e deixava em sua base uma agulha bem fininha.
Desde pequena, assim que descobri a música, por pior, nostálgica ou engraçada que seja, vivi ao lado dela. Não lembro desde então, uma época que seja, que eu tenha ficado sem um rádio em meu quarto, mesmo quando o dividia com meu irmão, na minha antiga casa com apenas dois quartos lá em São Paulo, motivo até mesmo de discuções quanto á rádio ou o cd que iriamos ouvir numa manhã de sábado ou domingo.
Assim como o rádio que ficava no meu quarto sempre tive um walkman que me acompanhava na ida ao colégio, a passeios escolares e casa de amigas.
O vinil já era passado.
Logo inventaram o diskman, lembro-me como os cds pulavam a cada movimento brusco que eu dava, porém na verdade, esse eu nunca tive, meu pai nunca pode me dar um.
Quando menos eu esperava surgiu uma nova palavrinha, MP3, que vim descobrir logo em seguida o que era, poxa, essa palavrinha salvou minha vida, pois tantas vezes deixei de ouvir meu artista favorito por falta de dinheiro para comprar um cd.
E não mais tarde surgiu o MP3 player, um aparelho parecidíssimo com o diskmam, mas que "lia" esse tal de MP3. Esse eu só fui ter muito tempo depois de sua existência.
Finalmente para se ouvir um MP3 na rua não é mais necessário a ajuda de um cd, hoje copiamos e colamos nossas música preferidas de nossos computadores para um aparelhinho que cabe dentro de um picolé, agora podemos correr, pular, jogar e a música continua lá, intacta! O iPod e suas cópias (no meu caso, suas cópias) nos acompanham para todos os lugares.
Tenho apenas 21 anos, nasci na época do vinil, e mesmo sabendo que ele está voltando para impedir a pirataria e também pela moda retrô, tudo aconteceu muito rápido, quero ver e viver isso de perto. O que meus filhos irão usar para ouvirem suas músicas prediletas?

2 comentários:
Tem uma letra do XDS que fala mais ou menos sobre isso: "Dentro do meu peito de vinil/Toca os sucessos do passado/... Tudo o que é novo eu não sei dançar/"
É isso B-]
Tenho quase 20 e também me considero da época do vinil, embora eu nunca tenha descoberto esta milaborante forma de esculpir vinis...
:(
Sinto que perdi algo importante na minha infância... como estragar os discos do meu pai.
rs.
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