Incrível, realmente é incrível como a música tem o poder de direcionar o comportamento das pessoas. Muitos podem pensar o contrário, e talvez, antigamente poderíamos dizer que isso acontecia em sua grande maioria, mas hoje isso já não é tão visível.
Eu mesma, dos meus 14 anos em diante sempre me relacionei com pessoas que no mínimo tivesse uns 3 gostos músicais parecidos com o meu e isso é muito bacana, mas isso as vezes nos faz esquecer que pessoas que ouvem músicas distintas das nossas, muitas vezes são pessoas legais. Não estou dizendo que devemos frequentar os mesmos bares, mas não precisamos falar mal deles através do orkut ou do fotolog.
Tenho observado que muitas vezes o assunto principal de uma mesa é a crítica aos pagadeiros ou arrocheiros, por acaso você já entrou em algum flogão alheio e viu essas pessoas perderem seus tempos fazendo posts ou comentários em cima de rockeiros ou afins? Se já viu, com certeza foi um caso a parte.
E quer saber de uma? Em sua grande maioria, essas pessoas que alimentam suas noitadas em cima dessas críticas, sem dúvida, em algum passeio escolar já cantou alegremente alguma música do Harmonia do Samba sem saber que o rock existia, assim como eu.

Um comentário:
O problema não está nas músicas, mas sim nos artistas. Eles só representam a Bahia de forma alienada e "de boa". Nenhum grande artista do axé faz guerrilha cultural. Mesmo sabendo das desavenças culturais sofridas pelos nordestinos no Sul, nunca dizem nada sobre o assunto. Exemplo: Ivete nunca se incomodou com o fato de "Baianada" ser sinônimo de burrada ou coisa mal feita em SP e Rio? Ela sabe que isso acontece mas não se importa. Vende a Bahia como terra de alegria e carnaval e só.
O problema não é a música, mas a falta de respeito próprio dos artistas. Isso torna tudo pobre e imbecil.
Mas isso é apenas uma opinião...
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